terça-feira, 26 de agosto de 2014

Anatomia

Olá,aqui é o Obscuro.Me perdoem,por não ter postado esses dias,mas é que tinha provas e trabalhos,essas porras!
Mas agora voltarei a postar.Espero que gostem desse conto,e que tenham uma boa leitura.

Dr. Frank era professor de universidade, homem da ciência e céptico a qualquer assunto relacionado à religião. “Se não esta provado pela ciência não existe”, dizia ele quando se via no meio de uma conversa sobre o tema.

Certo dia, saindo do seu carro quando chegou à universidade para sua aula noturna escutou uma voz:

“Dr. Frank?” – disse uma moça de uns 17 anos aproximando dele.
“Pois não?” – perguntou curioso para saber quem era aquela moça, definitivamente nenhuma de suas alunas, ele conhecia a todos por nome.

“Sou a filha da Marisa, sua colega de Yoga” – respondeu a moça com um belo sorriso. “Desculpa te incomodar, mas eu estou a ponto de prestar vestibular, sonho em ser médica mas não sei se tenho estômago, queria assistir uma de suas aulas de anatomia se possível.”

“Humm, esta bem, apesar de que não deveria permitir, estou somente prestando um favor a sua mãe.” – respondeu Dr. Frank já andando em direção ao prédio.

Caminharam por uns 5 minutos até chegarem à sala onde Dr. Frank iria dar sua aula.

“Olha, não atrapalhe minha aula, não faça perguntas e não fale nada. Senta nessa cadeira e assista. Quando formos analisar corpos você pode chegar perto. Não quero me meter em encrenca por trazer você aqui.” – disse ele com ar sério.

O tempo foi passando, chegaram os alunos e a aula começou. Dr. Frank olhava a moça uma vez ou outra que parecia muito interessada na aula. Algum tempo depois pediu a dois alunos que tirassem dois corpos do freezer para que ele os demonstrasse um procedimento.

“Professor, tem dois corpos recém chegados aqui. São indigentes, encontrados pela policia alguns dias atrás, foram mortos a tiros, esta aqui o relatório. Ainda não foram usados para estudo.” – Disse o rapaz estendendo uma prancheta com a informação dos cadáveres.

Olhando o relatório o professor balançou a cabeça dizendo que sim.

Os dois alunos retiraram os corpos dos plásticos e os colocaram em cima de uma mesa. A moça se levantou e curiosa foi até os corpos.

“Dr. Frank, cuida de mim, por favor.” – disse ela tremendo, com olhar estranho e se aproximando do professor, que imediatamente foi falar com ela.

Ela se virou e saiu correndo da sala e ele atrás dela, quando alcançou o corredor não a viu mais. Se aproximou do vigia.

“O senhor viu para onde foi a moça que saiu da minha sala?” – perguntou Dr. Frank.

“Ninguém passou por aqui não senhor.” – respondeu o vigia intrigado.

“A moça que entrou comigo mais cedo para aula de anatomia”. – explicou ele.

“Me desculpa Dr. eu não vi ninguém entrar com o senhor”. – contestou o homem mais intrigado ainda.

Dr. Frank virou-se em direção à sala agarrando o celular do bolso. Selecionou o celular de Marisa, segundos depois alguém atendeu.

“Oi Marisa, é o Frank da aula de Yoga. Escuta, sua filha esteve aqui e pediu para assistir uma das minhas aulas de anatomia. Acho que ela não agüentou ver os cadáveres e foi embora chorando.” – contou ele a mãe da moça.

“Estranho, ela foi acampar com o namorado e deveria estar de volta somente amanhã”. – respondeu Marisa com ar preocupado.

“Bom, pode ter sido outra Marisa então, eu conectei com você primeiro, mas deixa pra lá, eu tenho que ir,  meus alunos me esperam.” – disse e já desligando o telefone. “Acampamento... sei, esses adolescentes”.

Ele voltou a sala onde os alunos já haviam começado a estudar os corpos, se aproximou da mesa para tomar a liderança da aula novamente. Sua feição mudou completamente, o terror tomou conta de seu corpo.

“Para” – gritou Frank tirando a mão do rapaz que estava dentro do abdômen do cadáver. “Ela não é indigente, eu a conheço.” – disse ele aterrorizado.

Ali deitada na mesa de estudo com o tronco do seu corpo aberto, estava a filha de Marisa. Dr. Frank tremia da cabeça aos pés. Não sabia o que pensar, estava confuso e com medo pois aquilo era novidade para ele. Ele deu um passo em direção a porta, ali estava ela novamente. A brisa da noite tocou sua nuca e ele arrepiou.

“Me devolve pra minha mãe.” – disse a ela com voz tremula.

Um segundo depois já não estava mais lá. Dr. Frank dispensou seus alunos, sentou-se onde supostamente estava a garota e ali ficou por horas pensando tudo, tudo o que ele não acreditava teria que reconsiderar.

Divulgue a minha palavra.Divulgue a "Verdade Oculta".

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O ovo

Olá,aqui é o Obscuro.Estou trazendo este mindfuck,para vcs refletirem,espero que gostem,e que tenham uma boa leitura.

Foi um acidente de carro. Nada digno de nota nos jornais, mas ainda assim foi fatal. Você partiu deixando sua esposa e dois filhos. Foi uma morte dolorosa. Os paramédicos tentaram de tudo para te salvar, mas de nada adiantou. Seu corpo estava totalmente destroçado, foi melhor pra você. Acredite em mim.
É nesse momento que você me encontra.
"O... O que aconteceu?" Você perguntou."Onde eu estou?"

"Você morreu", eu disse calmamente. Sem palavras doces ou coisa do tipo.

"Havia um... um caminhão, e ele tinha perdido o controle..."

"Sim", eu disse.

"Eu... Eu morri?"

"Sim. Mas não se sinta mal por isso. Todo mundo morre um dia", eu respondi.

Você olhou em volta. Não havia absolutamente nada, a não ser nós dois. "Que lugar é esse?", você perguntou. "Essa é a vida após a morte?"

"Mais ou menos", eu respondi.

"Você é Deus?"

"Sim", respondi. "Eu sou Deus".

"Meus filhos... Minha esposa", você disse.

"O que tem eles?"


"Eles ficarão bem?"

"Isso é algo que eu gosto de ver", eu disse. "Você acabou de morrer, e sua única preocupação é com sua família. Há muita coisa boa por aqui".

Você olhou pra mim, fascinado. Para você, eu não parecia Deus. Eu parecia apenas um homem qualquer. Uma vaga figura de autoridade. Parecia mais com um professor de gramática de que com o onipotente.

"Não se preocupe", eu disse, "eles ficarão bem. Seus filhos lembrarão de você como um pai perfeito em todos os aspectos. Eles não tiveram tempo de desenvolver algum desprezo ou raiva por você. Sua esposa chorará, mas no fundo de seu coração ela se sentirá aliviada. Pra ser honesto, seu casamento estava começando a se acabar. Se serve de consolo, ela se sentirá extremamente culpada por sentir esse alívio por sua morte".

"Ah", você disse. "Então, o que acontecerá agora? Irei para o paraíso, inferno ou algo do tipo?"

"Nada disso", eu disse. "Você reencarnará".

"Ah", você disse. "Então os hindus estavam certos".

"Todas as religiões estão certas, cada uma de seu jeito", eu disse. "Venha comigo".

Você me seguiu enquanto adentrávamos o vazio. "Aonde estamos indo?" "A lugar nenhum", eu respondi. "Eu só acho mais interessante caminhar enquanto nós conversamos".

"Mas, me diga, por que tudo isso?", você perguntou. "Quando eu reencarnar, irei começar tudo de novo, não é? Um bebê. Então tudo que aprendi nessa vida não vai mais valer de nada"

"Negativo!", eu disse. "Você tem todas as experiências e todo o conhecimento de suas vidas passadas. Você simplesmente não se lembra de tudo agora".

Parei de andar e toquei seus ombros. "Sua alma é mais magnífica, bela e grandiosa do que você poderia sequer imaginar. A mente humana comporta apenas uma pequena fração daquilo que você é. É como colocar um dedo num copo de água para ver se está quente ou frio. Você coloca apenas uma pequena parte de você ali dentro, e quando tira novamente, você obteve todas as experiências que estavam contidas ali".

"Você foi um humano pelos últimos 34 anos, então você ainda não expandiu sua mente ainda e ainda não pôde sentir o resto de sua imensa consciência. Se nós ficássemos aqui por mais tempo, você se lembraria de tudo. Mas não há razão para fazermos isso entre cada uma de suas encarnações".

"Quantas vezes eu já fui reencarnado, então?"

"Ah, várias vezes. Várias e várias vezes. E em diferentes tipos de vida", eu disse. "Dessa vez, você será uma camponesa na China de 540 A.C."

"Espera aí, como assim?", você estranhou. "Você vai me mandar de volta no tempo?"

"Bem, tecnicamente, sim. O tempo da forma que você conhece só existe lá no seu universo. As coisas são diferentes de onde eu venho".

"E de onde você vem?", você perguntou.

"Ah, sim!", eu expliquei. "Eu venho de algum outro lugar. E lá existem outros de mim mesmo. Eu sei que você gostaria de saber como é a vida por lá, mas você não entenderia.

"Oh..." você disse, um pouco decepcionado. "Mas espera. Se eu reencarnei em vários lugares e em diversos momentos, isso quer dizer que eu posso ter interagindo comigo mesmo?"

"Sim. Acontece todo o tempo. E como todas as vidas só tem conhecimento do tempo de sua própria existência, você nem mesmo percebe quando isso acontece".

"Então por que tudo isso? Qual a razão de tudo?"

"Sério?", eu perguntei "Sério? Você está me perguntando pelo sentido da vida? Não acha que isso é um tanto clichê?"

"Bem, é uma pergunta válida", você insistiu.

Olhei nos seus olhos. "O sentido da vida, o motivo que me levou a criar todo esse universo, é o seu amadurecimento".

"Quer dizer, de toda a raça humana? Você quer que amadureçamos?"

"Não. Só você. Fiz todo esse universo apenas para você. Em cada encarnação, você cresce e amadurece, e se expande seu intelecto".

"Só eu? Mas e todos os outros?"

"Não há mais ninguém", eu disse. "Nesse universo, existem apenas eu e você".

Você me encarou, espantado. "Mas... Todas as pessoas da Terra..."

"Todas são você. Diferentes encarnações suas."

"Espere aí. Eu sou todo mundo?!"

"Agora você está entendendo", eu disse, dando um tapinha nas suas costas.

"Eu sou cada ser humano que já viveu?

"Sim, e também cada humano que um dia viverá".

"Eu sou Abraham Lincoln?"

"E John Wilkes Booth, também".

"Eu sou Hitler?"

"E os milhões que ele matou".

"Eu sou Jesus?"

"E todos que o seguiram".

Você não conseguiu mais falar.

"Todas as vezes que você fez mal a alguma pessoa", eu disse, "você estava fazendo mal a você mesmo. Todas as boas ações que você fez, foram feitas para você mesmo. Todos os momentos alegres, e também os tristes, que foram experimentados por qualquer humano, foi, ou será, experimentado por você".

"Por que? Por que eu tenho que passar por tudo isso?"

"Porque um dia, você será como eu. Porque é isso que você é. Nós somos da mesma espécie. Você é meu filho."

"Nossa", você disse, incrédulo. "Quer dizer que eu sou um deus?"

"Não. Ainda não. Você é um feto. Ainda está se desenvolvendo. Assim que você viver todas as vidas humanas, após todo o tempo existente, você terá se desenvolvido o suficiente para nascer".

"Então todo o universo", você disse "é apenas..."

"Um grande ovo", respondi. "Agora é hora de você viver sua próxima vida".

E depois disso, enviei você para seu novo caminho.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Aonde as crianças malvadas vão





Olá,aqui é o Obscuro.Me desculpem por não ter postado,pois eu estava fazendo prova,estou trazendo para vcs esta creepy bem interessante.Espero que gostem,e que tenham uma boa leitura.

Eu devia ter seis ou sete anos, quando eu morava no Líbano. O país estava devastado pela guerra na época, e os assassinatos eram comuns. Lembro-me durante uma época particularmente cruel, quando os bombardeios raramente pararam, e eu iria ficar em casa sentado em frente a minha televisão assistindo a um programa muito, muito estranho.

Foi um show infantil que durou cerca de 30 minutos e continha imagens estranhas e sinistras. Até hoje eu acredito que era um modo usado pelos meios de comunicação para intimidar as crianças e as manter no lugar, porque a moral de cada episódio girava em torno de ideologias muito estranhas, coisas como "crianças malvadas ficam acordadas até tarde" "maus garotos tem mãos debaixo das cobertas quando eles dormem", e "crianças más roubam comida da geladeira durante a noite."

Tudo era estranho, e a maioria das palavras era em árabe. Eu não entendia muito disso, mas na maioria das vezes as imagens eram muito gráficas e abrangentes. A única coisa que ficou comigo o mais, no entanto, era a cena final de cada transmissão. Era sempre a mesma coisa em cada programa.

A câmera aumentava o zoom em uma porta enferrujada. Enquanto a imagem ficava mais perto da porta, estranhos e às vezes até mesmo gritos agonizantes se tornavam mais audíveis. Em seguida, um texto aparecem na tela em árabe: "É para onde as crianças malvadas vão". Depois, o som abaixava e a tela ficava azul, e isso era o fim do programa.

Cerca de 15 ou 16 anos mais tarde, eu virei fotógrafo jornalístico. Esse programa ficou em minha mente por toda a minha vida, preso em meus pensamentos. Eu tinha material suficiente, e decidi fazer uma pesquisa.

Depois de um tempo, eu descobri a localização do estúdio onde grande parte da programação tinha sido gravado. Após muita investigação, eu descobri que o local havia sido abandonada após a guerra.

Entrei no prédio com a minha câmera. Estava tudo queimado por dentro. Depois de algumas horas no antigo estúdio e tirando fotos, eu encontrei um quarto isolado. Consegui abrir uma porta velha, muito enferrujada, eu olhei para a porta assustado.

Vestígios de sangue, fezes e fragmentos de ossos minúsculos estavam espalhados pelo chão. Era um pequeno quarto, extremamente mórbido, mas o que realmente me assustou, o que me fez virar as costas e nunca mais querer voltar para aquele lugar, foi o microfone que encontrei pendurado no meio daquela sala.

Fonte: Creepys Terror